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Ecstasy

A MetilenoDioxiMetanfetAmina (MDMA) popularmente conhecida como ecstasy, ou pílula do amor, ou a balinha da rave é uma droga psicoativa que é ingerida de forma oral da família das feniletilaminas, da qual fazem parte as anfetaminas, a adrenalina, a dopamina e a mescalina. A anfetamina, um dos primeiros estimulantes sintetizados com finalidades terapêuticas foi retirado do mercado há décadas; a cocaína, outro estimulante, foi proibida de ser comercializado por causa de seus efeitos mais prejudiciais do que benéficos. Os alucinógenos como a mescalina, nunca foram empregados com finalidades terapêuticas sendo sempre considerado ilegal. O ecstasy possui características farmacológicas e efeitos psicológicos semelhantes a uma mistura da anfetamina com mescalina.

O ecstasy foi sintetizado pelas empresas Merck em 1914 com e seria comercializado como um supressor do apetite, mas não chegou nem a ser comercializado. Somente em 1960 foi redescoberto sendo indicado como elevador do estado de ânimo e complemento nas psicoterapias. O seu uso recreativo surgiu em meados dos anos 70 nos EUA. Em 1977 foi proibido no Reino Unido e em 1985 nos EUA.

O uso do ecstasy concentra-se nas boates, nos ambientes classificados como “rave” onde há aglomeração noturna em espaços fechados para dança com música contínua. Os efeitos do ecstasy no organismo são muito pronunciados, variando desde o estímulo até o relax. A droga potencializa os estímulos sensoriais; por isso, nas raves, os usuários encontram um ambiente perfeito, cheio de música e luzes.

 

 

Efeitos:

Pequenas doses de MDMA provocam efeitos alucinógenos e estimulantes. À medida que a dose é aumentada prevalecem os efeitos estimulantes.

Os efeitos cerca de 20 minutos após a ingestão e podem durar de 4 a 6 horas.

EFEITOS ESPERADOS

SENTIDOS ALTERADOS: O MDMA aumenta a libertação de serotonina, provocando efeitos alucinógenos e também está ligada a sensações amorosas, a dopamina alivia as dores que junto com a noradrenalina provocará uma sensação de euforia. Os efeitos incluem a sensação de proximidade com as pessoas, de felicidade e a alteração de sentidos, que ficam mais apurados. O ecstasy provoca aumento do desejo, mas retarda o orgasmo e dificulta a ereção.

OUTROS EFEITOS: Outros efeitos relatados são pupilas dilatadas e olhos sensíveis, sensação do aumento de energia, eliminação da ansiedade, relaxamento profundo, pensamentos positivos e simpatia por estranhos.

EFEITOS INESPERADOS

EXCESSO DE ÁGUA: A pessoa sente vontade de urinar, mas não consegue, pois a droga aumenta a secreção de hormona antidiurética (ADH), que faz a reabsorção de água no organismo. A água retida, somada à maior necessidade de ingeri-la, aumenta o risco de intoxicação por água, podendo levar a um edema cerebral.

TENSÃO TOTAL: O ecstasy provoca trismos (tensão do maxilar), devido à hiperestimulação de adrenalina. Em algumas pessoas, isso progride para o bruxismo. Há casos de pessoas que partem os dentes depois de utilizar a substância.

CORAÇÃO ACELERADO: Um dos efeitos colaterais mais relatados é a taquicardia. Quem tem problemas cardíacos e de pressão pode ter uma paragem cardíaca ou AVC, devido ao aumento intenso do fluxo de sangue para essa região de uma só vez.

FALÊNCIA HEPÁTICA: O ecstasy é uma das principais causas de falência hepática aguda, sobretudo quando ingerido com muito álcool.

OUTROS EFEITOS: Outros efeitos são alucinação, náusea, calafrios, transpiração, aumento da temperatura corpórea, tremores, ranger involuntário dos dentes, problemas musculares e visão embaçada. Existem casos de usuários que experimentaram pós-efeitos de ansiedade, paranóia e depressão. Overdose de ecstasy é caracterizada por alta pressão sanguínea, falta de ar, ataques de pânico, e nos piores casos, perda da consciência e súbito aumento da temperatura corporal. Essas overdoses podem ser fatais pois podem causar também um infarto.

O Ecstasy causa dependência?

A dependência MDMA ainda não foi bem caracterizada devido à dificuldade de estabelecer o padrão de consumo e sua neurotoxicidade, mas existem casos de dependência de êxtase, nos quais a droga passa a assumir uma importância enorme para a pessoa, deixando para segundo plano coisas e valores que até então eram muito importantes.

O uso crônico do êxtase pode trazer uma série de complicações. A pessoa pode ter problemas hepáticos tais como insuficiência e icterícia (mais um nome médico complicado que descreve o estado no qual o sujeito fica com uma coloração amarelada). Pode também vir a ter problemas cardíacos devido ao constante aumento de pressão do sangue e ao aumento dos batimentos do coração. A pessoa também emagrece.

Transtornos psiquiátricos podem surgir e lesão cerebral pode ocorrer. Por exemplo, existem evidências cientificas de que o êxtase destrói células do cérebro (neurônios) que funcionam à

base de uma substância (neurotransmissor) chamada serotonina.

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