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Nesse post falaremos um pouco sobre métodos contraceptivos, que são nada mais do que maneiras de precaução contra uma gravidez indesejada, a maior parte desse tipo de problema para os homens e mulheres ocorre na adolescência, onde a falta de informação pode ser a causa, por isso daremos uma ajuda a nossos leitores dando esse tipo de informação, uma coisa muita importante de se saber, por isso muita atenção.

Os métodos contraceptivos podem ser divididos em cinco tipos, são eles:

 

  1. Métodos comportamentais;
  2. Métodos de barreira;
  3. Dispositivos intra-uterinos;
  4. Contracepção hormonal;
  5. Contracepção cirúrgica.

 

Métodos Comportamentais

Esses métodos baseiam-se na observação das características do ciclo menstrual, com abstinência sexual durante alguns períodos. Requerem que a mulher esteja sempre atenta aos sinais e seja capaz de reconhecê-los adequadamente, já que podem ocorrer variações importantes. Geralmente, calcula-se a data provável da ovulação e faz-se a abstinência por 4 dias antes e três dias depois dessa data, período de maior fertilidade da mulher. A importância principal desse grupo de métodos é para as mulheres com impedimento religioso ou cultural aos outros métodos.

Esses métodos apresentam baixa eficácia, alteram o comportamento do casal, dependem de motivação e aprendizado e não protegem contra doenças sexualmente transmissíveis/AIDS.

1. Tabelinha

A famosa tabelinha é bastante utilizada, ainda hoje. Consiste no cálculo do provável dia da ovulação e na abstinência sexual por 7 dias, nessa época. Esse método, porém, só deve ser utilizado por mulheres que tenham os ciclos menstruais regulares e que ovulem sempre no 14º dia do ciclo. Para sua aplicação, devem ser observados os ciclos por pelo menos 6 meses, antes do início.

O modo de usar é bastante simples. Você pega a data provável da próxima menstruação e subtrai dela o número 14. O resultado é o dia provável da ovulação. Agora basta contar 4 dias antes e 4 dias depois. Durante esse tempo, o casal não deve ter relações sexuais. Vamos dar um exemplo:

Vamos supor que o primeiro dia de sua próxima menstruação será no dia 20. Bom, agora subtraímos 14 de 20 (20-14=6). A data provável da menstruação é dia 6. Subtraímos 4 dias e somamos 4 dias a essa data. Assim, a abstinência deve ser feita do dia 2 ao dia 10.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2. Temperatura Basal

Baseia-se no fato de que após a ovulação ocorre um aumento da temperatura corporal, em 0,3-0,8ºC, por três dias. Antes de iniciar o uso desse método, a mulher deve ter um período de alguns meses, no qual ela avaliará sua temperatura todos os dias e anotará em um gráfico, o que ajudará na determinação do padrão de elevação da temperatura. Para isso, todos os dias, ao acordar, antes mesmo de se levantar e antes de escovar os dentes, a mulher mede a temperatura com termômetro colocado debaixo da língua, anotando o valor em um gráfico. Após a determinação do padrão de aumento da temperatura, o método funciona da seguinte maneira: o casal deve fazer abstinência sexual durante toda a primeira parte do ciclo (ou seja, depois da menstruação) até três dias depois que a temperatura aumentou.

3. Muco cervical

Com este método, a mulher tenta prever o período fértil por meio da análise do muco proveniente do colo uterino. Logo depois da menstruação, existe um período em que a vagina permanece muito ressecada, e o muco vai aumentando aos poucos e vai se tornando mais escorregadio e elástico (a mulher consegue fazer um “fio” com o muco, abrindo os dedos). Ele fica mais elástico na época da ovulação. Assim, o casal deve fazer abstinência desde o período em que existe pouco muco até três dias depois da data de maior elasticidade.

4. Método Sintotérmico

É o uso conjunto dos três métodos anteriores. Aumenta a eficácia.

5. Ejaculação extravaginal

Consiste na retirada do pênis da vagina, antes da ejaculação. Não é um método recomendado, pois leva a um ato sexual incompleto e a ansiedade no casal. O índice de falha é alto porque muitos homens não conseguem controlar o momento da ejaculação e, além disso, o líquido seminal eliminado antes da ejaculação também contém espermatozóides. O uso constante desse método pode favorecer o desenvolvimento de dor pélvica na mulher, pois como ela não tem orgasmo há uma vasodilatação com acúmulo de sangue na região da pelve. Outro problema associado a esse método é que ele pode gerar, no homem, ejaculação precoce e disfunção erétil (impotência).

Métodos de Barreira

Esses métodos impedem que os espermatozóides cheguem ao útero.

1. Condom, Camisinha

Existem modelos masculinos e femininos (raramente usado). A camisinha masculina é um método bastante utilizado, mas depende de uso correto. A grande vantagem é que, além de proteger contra uma gravidez indesejada, protege contra doenças sexualmente transmissíveis/AIDS.

A principal desvantagem da camisinha masculina é a necessidade de colocação durante o ato sexual, antes de qualquer tipo de penetração. Além disso, requer motivação do casal. Algumas pessoas podem apresentar alergia. A camisinha feminina pode ser colocada bem antes da relação sexual e é mais resistente que a masculina; porém, não é muito estética.

 

 

 

2. Diafragma

É um dispositivo de borracha ou silicone que recobre o colo uterino. A eficácia desse método aumenta quando a mulher utiliza espermaticida associado. Pode ser reutilizado, desde que seja bem lavado após o uso, e conservado com um pouco de amido (maisena) polvilhado. Ele deve ser colocado pelo menos 15 minutos antes da relação sexual, e deve ser retirado até 6 a 8 horas depois. Existem algumas alterações anatômicas que impedem seu uso.

3. Esponja

É uma pequena esponja feita de poliuretano, com espermicida. É descartável e de fácil colocação. Entretanto, é um produto importado e de alto custo.

4. Espermaticida

São substâncias que matam os espermatozóides. Quando usados sozinhos não conferem proteção adequada. Os principais são: nonoxinol-9, octoxinol-9, menfegol.

Dispositivo Intra-Uterino (DIU)

O DIU é o método contraceptivo mais utilizado no mundo. É um dispositivo geralmente feito de cobre, que é colocado dentro do útero e leva a várias modificações do útero e da tuba uterina, além de provocar reações que matam os espermatozóides.

Existem dois tipos principais: 1) o DIU de cobre, largamente utilizado, disponível no sistema único de saúde; e 2) o DIU com hormônio (um tipo de progesterona), de alta eficácia e que apresenta uma ação especial de alterar o muco do colo uterino, impedindo que os espermatozóides cheguem ao útero. O DIU é colocado pelo médico, de preferência durante o período menstrual, e apresenta durabilidade de alguns anos (depende do tipo). É extremamente eficaz, sendo que o risco de gravidez é bastante pequeno.

Contracepção Hormonal

São constituídos de hormônios sintéticos, geralmente a associação de um tipo de estrogênio e um tipo de progesterona. Esses métodos atuam no centro regulador do ciclo menstrual, levando a um estado em que a mulher não ovula. São bastante eficazes, com uma taxa de gravidez muito baixa.

Durante seu uso, podem ocorrer sangramentos irregulares, aparecimento de manchas no rosto e leve ganho de peso.

1. Contraceptivos Orais

São as famosas pílulas. Elas devem ser iniciadas no primeiro dia da menstruação e continuadas por 21 dias consecutivos, sem falhar. Após o término da cartela, a mulher faz uma pausa de sete dias e reinicia o uso no oitavo dia. É importante tomar a pílula sempre no mesmo horário, recomendação especialmente válida para as mini-pílulas.

Os mais utilizados são os combinados, estrogênio + progesterona. Entretanto existe a mini-pílula, que contem apenas progesterona, e é utilizada principalmente em mulheres que estão amamentando e naquelas que apresentam contra-indicações ao uso de estrogênio, como mulheres com enxaqueca. A mini-pílula deve ser usada de forma contínua, sem pausas.

Devemos ressaltar que os contraceptivos orais atuais não aumentam muito o risco de trombose, devido a uma dose mais baixa de estrogênio. Porém esse risco ainda existe, o que não impede seu uso em mulheres saudáveis e não-tabagistas.

Esses contraceptivos apresentam alguns efeitos benéficos, além de impedirem a gravidez:

• Regularizam os ciclos menstruais;
• Promovem alívio da tensão pré-menstrual (TPM);
• Reduzem o risco de câncer de ovário e de endométrio (útero);
• Reduzem a incidência de dismenorréia (cólicas menstruais) e diminuem o fluxo menstrual;
• Levam à regressão de cistos de ovário que produzem hormônios.

2. Contraceptivos Injetáveis

Existem duas modalidades: mensal e trimestral. Apresenta excelente eficácia e é de fácil uso, pois a mulher não precisa ficar lembrando todos os dias de tomar a pílula. Após a interrupção do uso, a mulher pode demorar algum tempo (até 9 meses) para conseguir engravidar.

3. Implantes

São cápsulas ou bastões de material contendo hormônio, que são implantados pelo médico debaixo da pele, no braço, próximo ao cotovelo. Duram até três anos e são de alta eficácia.

4. Anel Vaginal

São anéis de material plástico, também contendo hormônio. São inseridos dentro da vagina, onde devem ser deixados por três semanas. A mulher faz uma pausa de uma semana e reinicia o uso. Não atrapalha a relação sexual, nem causa incômodo. É bastante eficaz.

 

5. Adesivos Cutâneos

São semelhantes aos utilizados na terapia de reposição hormonal, em mulheres menopausadas. Os adesivos são “colados” na pele, e utilizados por três semanas, com pausa de uma semana. São bastante eficazes e de fácil utilização.

6. Contracepção de Emergência (Pílula do Dia Seguinte)

Faz com que o útero fique desfavorável à gravidez. Existem dois métodos. O primeiro consiste no uso de pílula própria, em duas doses: a primeira até 72 horas após o ato sexual e a segunda 12 horas após a primeira. O outro método consiste no uso da pílula comum, de forma que a mulher ingere duas pílulas até 72 horas após o ato sexual e mais duas 12 horas depois. Esse método só deve ser utilizado esporadicamente, devido ao esquecimento da pílula ou ao fato de a camisinha ter estourado. Também é indicada em casos de estupro. Uma informação de extrema importância: o uso freqüente leva à redução de sua eficácia. Como no Brasil, legalmente a gestação só começa após a aderência do ovo à parede do útero, a pílula do dia seguinte pode ser utilizada (já que ela impede essa ligação).

Contracepção Cirúrgica

É o único método de contracepção definitiva, sendo utilizada por muitos casais. A esterilização feminina consiste na ligadura tubária, ou laqueadura. A masculina é a vasectomia. Devemos ressaltar que a vasectomia é um procedimento ambulatorial, que não requer hospitalização, é feita sob anestesia local e não causa nenhum tipo de disfunção sexual (como impotência). Esses métodos são de altíssima eficácia, mas suas indicações são bastante específicas. Assim, o casal deve procurar se informar com o ginecologista sobre a possibilidade de sua realização

 

Ecstasy

A MetilenoDioxiMetanfetAmina (MDMA) popularmente conhecida como ecstasy, ou pílula do amor, ou a balinha da rave é uma droga psicoativa que é ingerida de forma oral da família das feniletilaminas, da qual fazem parte as anfetaminas, a adrenalina, a dopamina e a mescalina. A anfetamina, um dos primeiros estimulantes sintetizados com finalidades terapêuticas foi retirado do mercado há décadas; a cocaína, outro estimulante, foi proibida de ser comercializado por causa de seus efeitos mais prejudiciais do que benéficos. Os alucinógenos como a mescalina, nunca foram empregados com finalidades terapêuticas sendo sempre considerado ilegal. O ecstasy possui características farmacológicas e efeitos psicológicos semelhantes a uma mistura da anfetamina com mescalina.

O ecstasy foi sintetizado pelas empresas Merck em 1914 com e seria comercializado como um supressor do apetite, mas não chegou nem a ser comercializado. Somente em 1960 foi redescoberto sendo indicado como elevador do estado de ânimo e complemento nas psicoterapias. O seu uso recreativo surgiu em meados dos anos 70 nos EUA. Em 1977 foi proibido no Reino Unido e em 1985 nos EUA.

O uso do ecstasy concentra-se nas boates, nos ambientes classificados como “rave” onde há aglomeração noturna em espaços fechados para dança com música contínua. Os efeitos do ecstasy no organismo são muito pronunciados, variando desde o estímulo até o relax. A droga potencializa os estímulos sensoriais; por isso, nas raves, os usuários encontram um ambiente perfeito, cheio de música e luzes.

 

 

Efeitos:

Pequenas doses de MDMA provocam efeitos alucinógenos e estimulantes. À medida que a dose é aumentada prevalecem os efeitos estimulantes.

Os efeitos cerca de 20 minutos após a ingestão e podem durar de 4 a 6 horas.

EFEITOS ESPERADOS

SENTIDOS ALTERADOS: O MDMA aumenta a libertação de serotonina, provocando efeitos alucinógenos e também está ligada a sensações amorosas, a dopamina alivia as dores que junto com a noradrenalina provocará uma sensação de euforia. Os efeitos incluem a sensação de proximidade com as pessoas, de felicidade e a alteração de sentidos, que ficam mais apurados. O ecstasy provoca aumento do desejo, mas retarda o orgasmo e dificulta a ereção.

OUTROS EFEITOS: Outros efeitos relatados são pupilas dilatadas e olhos sensíveis, sensação do aumento de energia, eliminação da ansiedade, relaxamento profundo, pensamentos positivos e simpatia por estranhos.

EFEITOS INESPERADOS

EXCESSO DE ÁGUA: A pessoa sente vontade de urinar, mas não consegue, pois a droga aumenta a secreção de hormona antidiurética (ADH), que faz a reabsorção de água no organismo. A água retida, somada à maior necessidade de ingeri-la, aumenta o risco de intoxicação por água, podendo levar a um edema cerebral.

TENSÃO TOTAL: O ecstasy provoca trismos (tensão do maxilar), devido à hiperestimulação de adrenalina. Em algumas pessoas, isso progride para o bruxismo. Há casos de pessoas que partem os dentes depois de utilizar a substância.

CORAÇÃO ACELERADO: Um dos efeitos colaterais mais relatados é a taquicardia. Quem tem problemas cardíacos e de pressão pode ter uma paragem cardíaca ou AVC, devido ao aumento intenso do fluxo de sangue para essa região de uma só vez.

FALÊNCIA HEPÁTICA: O ecstasy é uma das principais causas de falência hepática aguda, sobretudo quando ingerido com muito álcool.

OUTROS EFEITOS: Outros efeitos são alucinação, náusea, calafrios, transpiração, aumento da temperatura corpórea, tremores, ranger involuntário dos dentes, problemas musculares e visão embaçada. Existem casos de usuários que experimentaram pós-efeitos de ansiedade, paranóia e depressão. Overdose de ecstasy é caracterizada por alta pressão sanguínea, falta de ar, ataques de pânico, e nos piores casos, perda da consciência e súbito aumento da temperatura corporal. Essas overdoses podem ser fatais pois podem causar também um infarto.

O Ecstasy causa dependência?

A dependência MDMA ainda não foi bem caracterizada devido à dificuldade de estabelecer o padrão de consumo e sua neurotoxicidade, mas existem casos de dependência de êxtase, nos quais a droga passa a assumir uma importância enorme para a pessoa, deixando para segundo plano coisas e valores que até então eram muito importantes.

O uso crônico do êxtase pode trazer uma série de complicações. A pessoa pode ter problemas hepáticos tais como insuficiência e icterícia (mais um nome médico complicado que descreve o estado no qual o sujeito fica com uma coloração amarelada). Pode também vir a ter problemas cardíacos devido ao constante aumento de pressão do sangue e ao aumento dos batimentos do coração. A pessoa também emagrece.

Transtornos psiquiátricos podem surgir e lesão cerebral pode ocorrer. Por exemplo, existem evidências cientificas de que o êxtase destrói células do cérebro (neurônios) que funcionam à

base de uma substância (neurotransmissor) chamada serotonina.

HQ: O Machucado


 

Nessa semana no nosso blog falaremos sobre doenças do sistema cardiovascular, falaremos sobre uma inflamação no pericárdio chamada de pericardite, essa é uma inflamação do pericárdio, classificada de acordo com a composição do exsudado inflamatório: seroso, purulento, fibrinoso e hemorrágico. A pericardite aguda é mais comum que a pericardite crônica, podendo ocorrer como uma complicação de infecções, doenças imunológicas ou ataque cardíaco.

Primeiro vamos aprender um pouco sobre o pericárdio:é uma formação sacular que envolve o coração, compreendida por uma estrutura externa, fibrosa, e outra interna, serosa. Envolve também as raízes dos grandes vasos. É formado por duas membranas, uma de constituição fibrosa que envolve mais externamente o coração e grandes vasos em intima relação com as estruturas mediastinais, denominado pericárdio fibroso; e outras de consistência serosa, o pericárdio seroso, constituído por duas lâminas, as lâminas parietal e visceral.

O pericárdio fibroso é constituído de uma camada densa de faixas colágenas entrelaçadas com o esqueleto de fibras elásticas mais profundas. É uma bolsa em forma de cone, cujo ápice termina onde o pericárdio se continua com a túnica externa dos grandes vasos. Sua base está presa ao centro tendíneo do músculo diafragma, através do ligamento freno-pericárdico, um dos responsáveis em manter o coração em posição na cavidade torácica juntamente com os ligamentos esterno-pericárdicos superior e inferior.

O pericárdio seroso é constituído de duas lâminas, a lâmina parietal, externa que forra a superfície interna do pericárdio fibroso, constituindo com o último um pequeno espaço virtual, e uma lâmina visceral (ou epicárdio) que é a reflexão ao nível dos grandes vasos da lâmina parietal em direção ao coração recobrindo-o totalmente. As camadas visceral e parietal, cujas superfícies opostas são recobertas por mesotélio, acham-se separadas por um espaço potencial, a cavidade do pericárdio, e são umedecidas por uma película líquida.

O seio transverso do pericárdio é a disposição de maneira a constituir um espaço entre o tronco da pulmonar e aorta ascendente anteriormente ao átrio e veia cava superior posteriormente, onde essas estruturas são recobertas pela lâmina visceral do pericárdio seroso sendo apenas visualizadas externamente com devida ruptura do pericárdio fibroso e lâmina parietal do pericárdio seroso.

Agora falaremos da pericardite, sua causa, sintomas, precausões e tratamento.


Causas

A pericardite pode ter várias causas, algumas delas desconhecidas, mas uma das mais frequentes é a infecção. Os micro-organismos mais comuns responsáveis pela pericardite são alguns vírus, como o da gripe, e certas bactérias, como o bacilo de Koch (causador da tuberculose), os estafilococos e os pneumococos.

Noutros casos, surge como manifestação ou complicação de uma doença auto-imune, como o lúpus eritematoso disseminado ou a artrite reumatóide. Aqui, o mecanismo desencadeante do processo é a elaboração, por parte do sistema defensivo, de auto-anticorpos que reagem contra diversas estruturas do próprio organismo, como o pericárdio.

É preciso referir outras possíveis causas de pericardite como, por exemplo, traumatismos e feridas torácicas, o depósito de resíduos metabólicos no pericárdio (como, por vezes, acontece em caso de insuficiência renal), a invasão do pericárdio por tumores malignos e o enfarte do miocárdio, problema que pode complicar gravemente o diagnóstico.

Manifestações

A evolução pode ser aguda ou crónica:

Na pericardite aguda, a forma mais comum em caso de infecções virais e bacterianas, exceto a tuberculose, a doença evolui ao longo de uma a seis semanas. Na pericardite crónica, mais comum em caso de tuberculose ou de doenças auto-imunes e metabólicas, o processo pode prolongar-se durante vários meses. Em ambos os casos, a doença pode permanecer assintomática, mas acaba por se manifestar, mais tarde ou mais cedo.

O sintoma mais frequente é uma dor na zona anterior do tórax, como se fosse uma pontada, que por vezes irradia para o pescoço, para as costas e para os ombros. A dor normalmente intensifica-se quando se inspira, ao deglutir e ao tossir.

Outros sintomas associados à pericardite são a febre, com um aumento da temperatura que não deve superar os 39°C, associada a debilidade, sudação, sensação de falta de ar, dificuldade respiratória e ataques de tosse.


Complicações

A pericardite é normalmente acompanhada por um processo denominado de derrame pericárdico, que consiste na acumulação de secreções inflamatórias – e, por vezes, sangue – no espaço compreendido entre os dois folhetos que constituem o saco pericárdico, ou espaço pericárdico. Este processo, parcialmente responsável pelos sintomas habituais da pericardite, também pode originar dois tipos de complicações sérias: o tamponamento cardíaco e a pericardite constritiva.

O tamponamento cardíaco é uma doença que se produz quando, devi do a um grande volume de líquido, subitamente acumulado no espaço pericárdico, o coração não consegue contrair-se e dilatar-se com liberdade. Esta complicação, que se manifesta através de evidentes dificuldades em respirar, da pronunciada dilatação das veias do pescoço e do inchaço dos membros inferiores, é mais comum quando a pericardite é provocada por bactérias produtoras de pus, doenças metabólicas e tumores malignos.

A pericardite constritiva corresponde ao progressivo engrossamento e endurecimento do pericárdio provocado por uma inflamação prolongada, sendo mais frequente na pericardite tuberculosa.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é elaborado com base nos antecedentes do paciente, nas características dos sintomas e mediante um exame físico, sendo confirmado através de vários exames auxiliares de diagnóstico, como a radiografia ao tórax, o eletrocardiograma e o eco cardiograma. Muitas vezes, em caso de suspeita de infecção bacteriana, para determinar o agente causador, extrai-se através de uma punção torácica uma pequena amostra do líquido acumulado no espaço pericárdico, que posteriormente é analisado ao microscópio no laboratório.

O tratamento varia significativamente, segundo a causa responsável pela doença, a sua forma de evolução e a eventual presença de complicações. Por exemplo, em caso de pericardite viral, o tratamento consiste basicamente em repouso e na administração de medicamentos anti-inflamatório e anti-piréticos até que os sintomas diminuam de intensidade. Por outro lado, a resolução de uma pericardite provocada por bactérias passa pela prescrição dos antibióticos mais eficazes para combater os micro-organismos causadores. Embora, muitas vezes, a doença não necessite de grandes medidas terapêuticas, nos casos mais graves, ou sempre que surja alguma complicação, pode ser necessária a hospitalização do paciente. Perante o derrame de pus e em casos de tamponamento cardíaco, normalmente recorre-se a uma técnica conhecida como pericardiocentese, que consiste na punção do líquido acumulado no espaço pericárdico, através de uma agulha que se introduz na parede torácica. O tratamento da pericardite constritiva passa, normalmente, pela prescrição de medicamentos que melhorem a função cardíaca e, caso seja necessário e possível, recorre-se a uma intervenção cirúrgica conhecida como pericardiectomia, que consiste na extração do pericárdio.

Circulação mamíferos

Assim como o coração das aves, o coração dos mamíferos apresenta quatro cavidades. A circulação dos mamíferos é fechada, dupla e completa, sem que haja mistura de sangue venoso com arterial. A eficiência na circulação do sangue favorece a homeotermia corporal.

Tal como as aves, os mamíferos são endotérmicos ou homeotérmicos, o que lhes permite permanecer ativos mesmo a temperaturas muito elevadas ou muito baixas. Este fato justifica a sua larga distribuição em todos os tipos de habitats, mais vasta que qualquer outro animal (exceto as aves).

Circulação dos répteis

 

Como nos anfíbios, o coração dos répteis apresenta três cavidades: dois átrios ou aurículas e um ventrículo. O coração dos répteis crocodilianos apresenta quatro cavidades: dois átrios e dois ventrículos (como o das aves e dos mamíferos). No entanto, mesmo nos crocodilianos observa-se  mistura dos tipos de sangue (venoso e arterial) que passam pelo coração, embora em proporção menor do que nos anfíbios.

Assim, podemos considerar a circulação dos répteis dupla e incompleta. Em função disso, os animais desse grupo são pecilodérmicos, isto é, adapta a temperatura do corpo a temperatura do ambiente.

No ambiente terrestre, as variações de temperatura são maiores do que no ambiente aquático. Para manter a temperatura do corpo próximo à do ambiente, os répteis costumam recorrer a fontes externas de calor, como o sol ou a superfície quente de uma rocha. É comum ver répteis expostos ao sol durante o dia. O termo “lagartear” é aplicado as pessoa que preguiçosamente se deitam ao sol, a maneira dos lagartos.

Quando os répteis sentem-se muito aquecidos, geralmente procuram locais de sombra.  Com esse comportamento mantêm a temperatura do corpo praticamente constante, em torno dos 37ºC.

Muitas espécies de cobras e lagartos são úteis ao ser humano, pois caçam roedores e outros animais que prejudicam a agricultura e causam doenças ao homem. Entre as cobras, porém, há espécies cujo veneno pode ser fatal, causando a morte de um grande número de pessoas a cada ano.

No Brasil, as serpentes venenosas podem ser reconhecidas, geralmente, pela presença de um pequeno orifício situado entre a narina e a boca: a fosseta loreal, um órgão sensorial sensível ao calor. Com ele estas cobras detectam a presença de animais de “sangue quente” (aves e mamíferos), suas presas preferidas. A fosseta loreal está ausente na coral-verdadeira, apesar de ser venenosa.

Circulação dos anfíbios

O sistema circulatório dos anfíbios é fechado e a circulação é dupla e incompleta, porque no coração há mistura parcial de sangue. Há mistura parcial porque as duas aurículas não se contraem ao mesmo tempo. O sangue venoso é o primeiro a ser bombeado.
Comecemos com o trajeto do sangue venoso vindo dos diferentes órgãos do anfíbio.
Este segue para a aurícula direita e é impulsionado pelo único ventrículo para o cone arterial que tem uma prega helicoidal que o encaminha para uma artéria pulmonar e depois para os pulmões.
Depois, o sangue oxigenado, vindo dos pulmões, chega à aurícula esquerda pelas veias pulmonares e é impulsionado pelo ventrículo para os diferentes órgãos através da aorta.

Circulação das aves

Uma característica que favorece a homeotermia nas aves é a existência de um coração totalmente dividido em quatro cavidades: dois ventrículos e dois átrios.

Não ocorre mistura de sangues. A metade direita (átrio e ventrículo direitos) trabalha exclusivamente com sangue pobre em oxigênio, encaminhando-o aos pulmões para oxigenação. A metade esquerda trabalha apenas com o sangue rico em oxigênio. O ventrículo de parede musculosa, bombeia o sangue para a artéria aorta. Assim, a todo momento, os tecidos recebem sangue ricamente oxigenado, o que garante a manutenção constante de altas taxas metabólicas. Esse fato, associado aos mecanismos de regulação térmica, favorece a sobrevivência em qualquer tipo de ambiente. A circulação é dupla e completa.

O sistema respiratório também contribui para a manutenção da homeotermia. Embora os pulmões sejam pequenos, existem sacos aéreos, ramificações pulmonares membranosas que penetram por entre algumas víceras e mesmo no interior de cavidades de ossos longos.

A movimentação constante de ar dos pulmões permite um suprimento renovado de oxigênio para os tecidos, o que contribui para a manutenção de elevadas taxas metabólicas.

Circulação dos Peixes

O sistema circulatório dos peixes é essencialmente um sistema simples, em que o sangue não oxigenado passa pelo coração. Daí, ele é bombeado para as brânquias, oxigenado e então, distribuído para o corpo. O coração possui quatro câmaras, mas somente duas delas (o átrio e o ventrículo) correspondem às quatro câmaras (átrios pares e ventrículos pares) dos vertebrados superiores. A primeira câmara do coração de um peixe, ou câmara receptora, é chamada de seio venoso. Tem uma parede fina como a câmara seguinte, o átrio, para qual o sangue passa. Do átrio, o sangue passa para o ventrículo, que tem paredes espessas, e é bombeado para fora, passando do cone arterioso para a aorta ventral. O sangue da aorta ventral vai para a região branquial para ser oxigenado, passando pelos vasos branquiais aferentes, depois disso, sai das brânquias através das alças coletoras eferentes e vai para a aorta dorsal. O sistema venoso é constituído pela veia cardinal comum, que entra no seio venoso de cada lado do corpo do peixe, sendo constituída pela fusão das cardinais anteriores e posteriores. O sangue da cabeça é coletado pelas cardinais anteriores e o sangue dos rins e das gônadas é coletado pelas cardinais posteriores. As veias abdominais laterais pares, que recebem o sangue da parede do corpo e dos apêndices pares, também entram nas veias cardinais comuns.

Quadro comparativo:

Animal Habitat Sistema circulatório Órgão propulsor Trocas superfície respiratória/células
Peixes ósseos Aquático Fechado com sangue Coração com 2 cavidades Difusão indireta (hematose) com sistema contracorrente
Anfíbios Água doce terrestre Fechado com sangue Coração com 3 cavidades Difusão indireta (hematose)
Répteis Terrestre Fechado com sangue Coração com 3 cavidades Difusão indireta (hematose)
Aves Terrestre Fechado com sangue Coração com 4 cavidades Difusão indireta (hematose)
Mamíferos Terrestre Fechado com sangue Coração com 4 cavidades Difusão indireta (hematose)

Animal

Habitat

Sistema circulatório

Órgão propulsor

Trocas superfície respiratória/células

Peixes ósseos

Aquático

Fechado com sangue

Coração com 2 cavidades

Difusão indireta (hematose) com sistema contracorrente

Anfíbios

Água doce terrestre

Fechado com sangue

Coração com 3 cavidades

Difusão indireta (hematose)

Répteis

Terrestre

Fechado com sangue

Coração com 3 cavidades

Difusão indireta (hematose)

Aves

Terrestre

Fechado com sangue

Coração com 4 cavidades

Difusão indireta (hematose)

Mamíferos

Terrestre

Fechado com sangue

Coração com 4 cavidades

Difusão indireta (hematose)

Blog Amigo

O blog do Matheus e Wagner tocou em um assunto muito interessante que foi o soluço, é uma coisa que todos temos, mais que pouca gente se perguntou o como ela ocorre, ou se os mitos levantados sobre sua cura são reais e quais realmente funcionam, muito bom vale a pena conferir.

http://matheuswagnerbioifes.wordpress.com/

ESPIRRO

O que é o espirro?

Espirro ou esternutação é uma forma

do corpo expulsar o dioxido de carbono em excesso, sob a forma de particulas liquidas (perdigotos). O espirro é geralmente um acontecimento ruidoso, mal cheiroso, e torna-se particularmente desagradável quando a pessoa que espirra nao põe a mão à frente. O espirro é uma expulsão de ar, convulsiva e semi-autônoma, do nariz e boca. Algumas doenças podem ser transmitidas pelo espirro que espalha até 40.000 gotículas infecciosas cujo diamêtro varia de 0.5 a 5 µm.

Os micropêlos existentes na traqueia quando percebem alguma irritação, enviam um sinal para o cérebro, que imediatamente responde, e é neste momento que espirramos e libertamos todas as bactérias que estavam provocando irritações. A velocidade de um espirro é de aproximadamente 150 Km/h.
Jamais tampe o nariz, nem segure o espirro, pois ao fazer isto, toda a pressão do espirro é passada para o ouvido, podendo danificar o tímpano.

Causa

O espirro geralmente é causado por irritação e às vezes por bloqueio bacteriano na garganta, pulmões ou nas passagens do nariz. Para espirrar de proposito, é recomendado que se façam cócegas com uma pena no nariz. Substâncias que causam alergia como pólen, pêlos de animais, poeiras, assim como outras partículas que não causam alergia são geralmente inofensivas, mas quando irritam o nariz, o corpo responde ao expirá-las das passagens nasais.

O espirro é uma reação do corpo à obstrução das vias nasais, principalmente o nariz e a garganta. Sua função é expelir do corpo algo que o está incomodando. É por isso que espirramos quando estamos em ambientes empoeirados, sujos ou muito perfumados. Outra ocasião em que espirramos bastante é quando estamos resfriados. Nesse caso, o organismo usa o espirro para tirar do corpo o catarro dos pulmões.

Os músculos das costas, abdômen, aqueles abaixo das costelas estão envolvidos no espirro. Quando poeira, fumaça ou cheiro irrita o nariz, o centro respiratório é informado e interrompe a respiração normal, faz você inspirar profundamente… E subitamente faz todos esses músculos se contraírem, empurrando todo o ar para fora de uma vez só. A glote bloqueia a saída do ar dos pulmões, como se fosse uma tampa na garganta e logo em seguida se abrem, liberando o caminho.

Resposta de fechamento da pálpebra

Geralmente é considerado impossível alguém manter as pálpebras abertas durante um espirro. O reflexo de fechar os olhos é devido a uma proposta não óbvia: os nervos que servem os olhos e nariz estão próximos e relacionados, e o estímulo a um deles geralmente estimula alguma resposta no outro. Entretanto o fechamento dos olhos pode proteger os ductos lacrimais e vasos sanguíneos das bactérias expelidas no espirro.

 

 

O sistema respiratório é formado por um conjunto de órgãos, que realizam as trocas gasosas do organismo dos animais com o ambiente, de onde é retirado o oxigênio utilizado nessas trocas, ou seja, a hematose pulmonar podendo assim realizar a respiração celular.

Nos vertebrados terrestres, o sistema respiratório é fundamentalmente formado por dois pulmões. Mas nos animais aquáticos, como peixes e moluscos, o sistema baseia-se nas brânquias, enquanto que nos artrópodes terrestres, a respiração é assegurada por um sistema de traqueias.

Nos organismos unicelulares e em alguns animais, como as esponjas e celenterados, assim como nas “plantas” (no sentido da taxonomia de Lineu), não existe um verdadeiro sistema respiratório, sendo a respiração celular assegurada por trocas gasosas diretas entre as células do organismo e o meio ambiente.

No sistema respiratório ocorrem vários processos como a respiração, a hematose e a ventilação pulmonar. A respiração é o processo de entrada e saída de ar no sistema respiratório, a hematose é o processo de onde os gases utilizados pelas células são transportados pelo sangue (Hemácias), seu objetivo é oxigenar o sangue e retirar o gás carbônico do sangue. Esse processo de troca gasosa entre o sistema respiratório e o sangue é denominado Hematose, dentro da ventilação pulmonar existe dois processos que são a inspiração e a expiração.A inspiração, que promove a entrada de ar nos pulmões, dá-se pela contração da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais. O diafragma abaixa e as costelas elevam-se, promovendo o aumento da caixa torácica, com consequente redução da pressão interna (em relação à externa), forçando o ar a entrar nos pulmões. Já a expiração, que promove a saída de ar dos pulmões, dá-se pelo relaxamento da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais. O diafragma eleva-se e as costelas abaixam o que diminui o volume da caixa torácica, com consequente aumento da pressão interna, forçando o ar a sair dos pulmões.

Esses processos ocorrem em diversos órgãos desse sistema, cada órgão com sua função, explicaremos cada função, mais primeiro daremos a lista desses que constituem o sistema respiratório: nariz, faringe, laringe, traqueia, brônquios e, finalmente, os pulmões.Agora que apresentamos os órgãos falaremos sobre as funções deles.


O NARIZ:

O nariz tem a função de aquecer e filtrar o ar que entra no sistema respiratório, para a filtragem do ar, as narinas e o inicio da cavidade nasal, apresentam pêlos. Esta região é chamada de vestíbulo nasal. Estes pêlos formam uma rede que agrega as partículas maiores de poeira. No assoalho desse vestíbulo nasal, encontramos um orifício, chamado óstio nasal do duto naso-lacrimal. As lágrimas produzidas drenam para o vestíbulo nasal, e com isso, todo ar inspirado promove a pulverização dessa gota de lágrima. Assim, inicia-se a umidificação do ar. Em seguida, encontramos a cavidade nasal propriamente dita, onde uma fina lâmina óssea, recoberta de um rico plexo venoso (vasos sanguíneos) e mucosa, formará um turbilhonamento desse ar que está sendo inspirado. Essas estruturas são chamadas de conchas nasais. Elas aquecem o ar inspirado por meio do plexo venoso e também umidificam por meio de sua mucosa constantemente úmida. Essa umidade serve de cola para pequenas partículas, bactérias, vírus que cheguem a ser inalados. Esse turbilhonamento força com que todo o ar entre em atrito com essas lâminas, assim, a adequação do ar estará completa. O espaço por onde o ar passará, delimitado pelas conchas nasais, chama-se meato nasal.No fundo da cavidade nasal há um grupo de conchas nasais, denominadas conchas nasais etmoidais, que possuem como função também, a percepção de odores. O odor é uma molécula que se dissipa no ambiente por princípio de soluto e solvente. Essas moléculas captadas aderem na mucosa dessas conchas e promovem a excitação nervosa caracterizando o que conhecemos por cheiro. Os ossos da cabeça são “ocos”, mas com uma comunicação com a cavidade nasal. São os chamados seios paranasais. O ar não passa necessariamente por estes seios, por tanto, há uma comunicação, mas não fazem parte do trato respiratório.

A FARINGE:

A faringe é um órgão tubular com a forma de um funil, com cerca de 12 a 14 cm de comprimento e uma amplitude de cerca de 35 mm no seu segmento superior e cerca de 15 mm no inferior. Estende-se frente da coluna vertebral e mantém estreitas ligações com quatro órgãos: as fossas nasais, a cavidade bucal, a laringe e o esófago. Tendo em conta estas ligações, é possível distinguir três segmentos diferentes:

A faringe superior, igualmente denominada nasofaringe ou rinofaringe, a parte mais larga do órgão, estende-se desde a base do crânio até a parte posterior do palato mole. Ligada pela sua face anterior as fossas nasais, forma uma espécie de passagem sem saída que se dirige para baixo, estabelecendo a ligação direta com a faringe média. Nesta zona da faringe, existem umas estruturas específicas: na parte superior, no teto da nasofaringe, existe uma formação de tecido linfoide, a amígdala faríngea, enquanto que nas paredes laterais, em ambos os lados, desaguam uns pequenos canais provenientes do ouvido médio as trompas de Eustáquio (em honra de um médico italiano do século XVI).

A faringe média, denominada orofaringe, diretamente ligada cavidade bucal pela sua parte anterior, comunica com a faringe superior.

A faringe inferior ou laringofaringe, que constitui a continuação natural da faringe média, está ligada pela frente a laringe e por baixo ao esófago.

A faringe é o único órgão indispensável para a circulação do ar e dos alimentos.

O ar pode penetrar nas vias aéreas pelos orifícios nasais ou pela boca, mas em ambos os casos tem que passar pela faringe. Se entrar pelos orifícios nasais, o ar dirige-se para a faringe superior, continua o seu caminho pela faringe média e pela inferior, até finalmente chegar à laringe. Por outro lado, caso o faça pela boca, passa diretamente para a faringe média e, após atravessar a inferior, encaminha-se igualmente para a laringe. Em qualquer dos casos, posteriormente, o ar continua a sua circulação pela traqueia e pelos brônquios até aos pulmões.

Por outro lado, os alimentos entram sempre no tubo digestivo pela boca e são obrigados a seguir o seu caminho pela faringe média, descendo pelo esófago, após atravessar a inferior, para serem armazenados no estômago, antes de prosseguirem o seu trajeto pelos intestinos.

Esta dupla função da faringe só possível graças à presença da epiglote. Situada na parte superior da laringe, normalmente permanece aberta, permitindo a comunicação aérea entre a laringe e o exterior, mas fecha-se durante a deglutição, bloqueando a entrada da laringe e fazendo com que o bolo alimentar se dirija obrigatoriamente para o esôfago.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A LARINGE:

As cordas vocais estão situadas no interior da laringe e se constituem em um tecido musculoso com duas pregas. O expulsar do ar por elas as fazem vibrar produzindo o som pelo qual nos comunicamos. As pregas são fibras elásticas que se distendem ou se relaxam pela ação dos músculos da laringe com isso modulando e modificando o som e permitindo todos os sons que produzimos enquanto falamos ou cantamos.

Todo o ar inspirado e expirado passa pela laringe e as pregas vocais, estando relaxadas, não produzem qualquer som, pois o ar passa entre elas sem vibrar. Quando falamos ou cantamos, o cérebro envia mensagens pelos nervos até os músculos que controlam as cordas vocais que fazem a aproximação das cordas de modo que fique apenas um espaço estreito entre elas. Quando o diafragma e os músculos do tórax empurram o ar para fora dos pulmões, isso produz a vibração das cordas vocais e consequentemente o som. O controle da altura do som se faz aumentando-se ou diminuindo-se a tensão das cordas vocais.

 

 

 

 

 

 

A TRAQUÉIA:

Nos mamíferos, a traqueia é o tubo de aproximadamente 1,5 centímetros de diâmetro por 10-12 centímetros de comprimento que bifurca-se no seu interior, ligando a laringe aos brônquios, para levar o ar aos pulmões durante a respiração.

Nas aves, a traqueia tem a mesma função, mas liga a faringe à siringe.

A traqueia é constituída por músculo liso, revestida internamente por um epitélio ciliado e externamente encontra-se reforçada por anéis de cartilagem.

Esse muco ciliar adere partículas de poeira e bactérias presentes no ar inalado, e que graças ao movimento dos cílios são varridas para fora e expelidas ou engolidas.

Cílios imóveis

O epitélio mucociliar, que reveste as vias aéreas, tem um papel imprescindível na purificação do ar levado aos alvéolos pulmonares. Quando inspirado, o ar carrega consigo impurezas como bactérias e poeira, que acabam por ficar retidas no muco.

Os capilares então “varrem” essas impurezas em direção da faringe. Nesse local elas são então deglutidas ou empurradas para fora, através da tosse.

Os capilares realizam um movimento síncrono, formando então uma espécie de “ondas” entre os cílios; esses são controlados por túbulos que percorrem seu interior.

A doença dos cílios imóveis, também chamada de Doença de Kartagener, é determinada geneticamente, ou seja, passa de pai para filho. Ela causa uma alteração na síntese das proteínas dos túbulos.

O batimento ciliar é prejudicado e os cílios se tornam imóveis, tornando assim o organismo suscetível a infecções respiratórias como a pneumonia, sinusite, etc. traqueia mexe com o organismo do pescoço e que controlam o sistema respiratório que mexe muito com a boca, língua e mais adiante. Que acumula muco na traqueia.

Cânula traqueal

No caso de obstrução da via nasal, precisa-se fazer o uso de um objeto chamado cânula traqueal, que estabelece uma ligação direta entre traqueia e exterior, possibilitando assim a respiração.

A pessoa passa então a “respirar pela garganta” até que haja término da obstrução. A cânula traqueal é um tubo curvado que pode ser de metal ou plástico, que possui uma chapa de proteção para fixar.

Ela impede o fechamento do traqueostoma. Algumas pessoas usam-na permanentemente e outras apenas por um determinado tempo. Varia de pessoa para pessoa de acordo com a cicatrização do traqueostoma. Ela precisa ser limpa regularmente para impedir que determinadas secreções e impurezas trouxessem dificuldades para respirar.

OS BRÔNQUIOS, BRONQUÍOLOS E ALVÉOLOS:

Brônquios são condutos cartilaginosos localizados na porção mediana do tórax, abaixo da região inferior da traqueia; e se estendem desde o ponto da ramificação desta até o hilo pulmonar. O brônquio direito é mais vertical, curto e largo que o esquerdo.
Tal como a traqueia, estes são constituídos por anéis incompletos de cartilagem e fibras musculares, conferindo mobilidade. Além disso, são também revestidos por epitélio ciliado, rico em células caliciformes (produtoras de muco).
Essas estruturas, também chamadas de brônquios primários, subdividem-se nos brônquios lombares (ou de segunda ordem). À direita, há três destes: superior, médio e inferior; e, à esquerda, somente o brônquio superior e o inferior.
Dos brônquios lombares seguem os brônquios segmentares (ou de terceira ordem). Esses vão se ramificando em porções cada vez menores, chamadas bronquíolos.
A partir destas últimas estruturas citadas, a constituição de suas paredes passa a ser de músculo liso, sem cartilagem. A nova estrutura, desta forma, confere mais rigidez e a capacidade móvel, encontrada nos brônquios, deixa de existir.
Bronquíolos terminam em estruturas denominadas ductos alveolares, que se finalizam nos microscópicos alvéolos pulmonares. Estes, graças a uma rede de vasos sanguíneos, efetuam as trocas gasosas (hematose).

 

 

 

 

 

OS PULMÕES:

Os pulmões são percorridos por cesuras que os dividem em lobos. O pulmão direito conta com duas cesuras que o dividem em três lobos: inferior, médio e superior. Por outro lado, o esquerdo, ligeiramente menor, tem uma única cesura e apenas dois lobos: inferior e superior. Cada lobo pulmonar conta com vários segmentos, ventilados por brônquios específicos: dez no pulmão direito e dez no esquerdo, dos quais dois pertencentes ao lobo inferior constituem uma unidade conhecida como língula. Por conseguinte, cada segmento é formado por inúmeros pequenos lóbulos secundários, albergando cada um destes entre três a cinco ácinos, pequenas estruturas que correspondem às unidades funcionais dos pulmões, pois é nelas que se produz a troca de gases entre o ar e o sangue.

O pulmão tem a forma mais ou menos cônica e são envoltos por duas membranas, denominadas pleuras. A pleura interna está aderida a superfície pulmonar, enquanto a pleura externa está aderida a parede da caixa torácica. Entre as pleuras há um estreito espaço, preenchido por líquido. A tensão superficial deste líquido mantém unidas as duas pleuras, mas permite que elas deslizem uma sobre a outra, durante os movimentos respiratórios.

INSPIRAÇÃO E EXPIRAÇÃO

A atividade dos músculos respiratórios (diafragma e intercostais) é regulada pelo centro respiratório, situado no bulbo (região do sistema nervoso central, abaixo do cérebro). Por comando do bulbo, o nervo frênico estimula a contração do músculo diafragma, que assim, controla a subida ou a decida do músculo.

Inspiração:

Na inspiração, os principais músculos são o diafragma, os intercostais externos e os diversos músculos pequenos do pescoço que tracionam para cima a parte anterior da caixa torácica.

Os músculos inspiratórios produzem aumento do volume da caixa torácica por dois meios distintos. Primeiro, a contração do diafragma promove o descenso da parte inferior da caixa torácica, o que a expande no sentido vertical. Segundo, os intercostais externos e os músculos cervicais elevam a parte anterior da caixa torácica, fazendo com que as costelas formem ângulo menor com a vertical, o que alonga a espessura ântero-posterior dessa caixa.


 

 

 

Expiração:

Na expiração, os músculos participantes são os abdominais e, em menor grau, os intercostais internos. Os abdominais produzem a expiração por dois modos. Primeiro, puxam a caixa torácica para baixo, o que reduz a sua espessura. Segundo, forçando o deslocamento para cima do conteúdo abdominal, o que empurra também para cima o diafragma, diminuindo a dimensão vertical da cavidade pleural.

Os intercostais internos participam do processo de expiração por tracionarem as costelas para baixo, diminuindo a espessura do tórax.

 


AS HEMÁCIAS, HEMOGLOBINA E OXIEMOGLOBINA

Glóbulos vermelhos são células anucleadas que também são chamadas de eritrócitos ou hemácias e estão presentes no sangue em número de cerca de 4,5 a 6,5 x 106/mm³, em condições normais. São constituídas basicamente por globulina e hemoglobina e a sua função é principalmente transportar o oxigênio e o gás carbônico (em menor quantidade) aos tecidos. Os hemácias vivem por aproximadamente 120 dias quando a hemoglobina perde sua função.


A hemoglobina além de transportar oxigênio transformando-se na oxiemoglobina, a hemoglobina também participa do processo de transporte de nutrientes a todas as células do corpo, processo este, no qual o sangue leva os nutrientes e recolhe as substâncias secretadas pelas células, conduzindo-as, posteriormente, para fora do organismo.

Para se combinarem com o oxigênio, os eritrócitos precisam contê-lo em quantidade suficiente, e, isto, depende dos níveis de ferro presentes no organismo. A deficiência de ferro no organismo leva a um quadro conhecido como anemia.

A hemoglobina é capaz de transportar oxigênio numa quantidade superior a vinte vezes seu volume. Entretanto, quando se une ao monóxido de carbono, ela perde sua capacidade de combinar-se com o oxigênio, o que implicará na perda de sua função e, conseqüentemente, em possíveis danos ao organismo.

O motivo real do sangue ser vermelho é que a hemoglobina possui uma grande concentração de ferro que quando oxidado ganha uma tonalidade vermelha.

Pode-se ainda verificar que o nosso sangue pode apresentar-se de um vermelho vivo (sangue arterial) ou um vermelho mais escuro (sangue venoso), isto porque se o sangue leva o oxigênio às células, é de um vermelho vivo. Posteriormente, recebe o dióxido de carbono que as células produzem, tornando-se mais escuro, pois a presença de oxigênio reagindo com o ferro é muito menor.

Os hematomas:

Os hematomas são formados pelo escape de eritrócitos aos tecidos. Isto geralmente ocorre pelo rompimento de um ou mais vasos sanguíneos quando na ocorrência de alguma lesão. A degradação da hemoglobina se converte em pigmentos biliares, e, estes, são responsáveis pela coloração amarelada dos hematomas.

 

 

O gás carbônico:

O gás carbônico pode ser encontrado no organismo de varias formas entre elas:

  • 70% na forma de bicarbonato dentro da hemácia.
  • 23% Hb-CO2 (Carboemoglobina)
  • 07% CO2 dissolvido no plasma.


Vólvulo:

Vólvulo do latim volvulus, por sua vez derivada do verbo volvo, volvere, que significa enrolar, rodar é a torção feita erroneamente de alguma porção do canal digestório. Pode ocorrer em alguns segmentos do trato digestivo, como o estômago, intestino delgado, ceco, cólon, porém é relativamente mais comum no cólon sigmóide (porção final do intestino grosso que desemboca no reto), por sua extensão e livre mobilidade na cavidade abdominal. Uma das variações do vólvulo mais raras é o vólvulo da vesícula biliar que foi descrita pela primeira vez em 1898 por Wendel. Desde então, cerca de 300 casos foram relatados.

Quem tem mais propensão a ter obstrução intestinal por vólvulo são pessoas idosas, as que perdem muito peso em pouco tempo, ou aquelas pessoas que nascem com predisposição a doença.

O vólvulo além de poder ser observado em humanos também pode ser encontrado facilmente em outros mamíferos principalmente em: caninos, equinos, bovinos, caprinos e felinos. Pela gravidade dos problemas gerados e sequelas que o vólvulo pode acarretar ela é uma doença que apresenta emergência cirúrgica.

Os sinais e sintomas podem incluir dores abdominais, náuseas, vômitos e sangue nas fezes. O vólvulo quando ocorrente apresenta uma única maneira de ser desfeita que é através de uma cirurgia via abdominal como a Larapotomia (cirurgia procedimento que envolve uma grande incisão através do abdômen da parede para ter acesso à cavidade abdominal) para liberar a obstrução e assegurar o fluxo normal do sangue para o intestino.

Os sinais e sintomas podem incluir dores abdominais, náuseas, vômitos e sangue nas fezes . O tratamento é a cirurgia para liberar a obstrução e assegurar o fluxo normal do sangue para o intestino.

A gastrite e a úlcera são duas dois tipos de lesões que ocorrem no estômago, a gastrite é uma inflamação no epitelio estomacalpode ser causada por vários motivos como ingestão de alta quantidade de medicamentos, por bactérias, álcool em grandes quantidades em grande quantidade de tempo, já a ulcera é o nome genérico dado a quaisquer lesões superficiais em tecidocutâneo ou mucoso, popularmente denominadas feridas. Nessas lesões ocorre a ruptura do epitélio, de modo a haver exposição de tecidos mais profundos à área rota. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica é exemplo de lesão que ocorre no estômago ou no duodeno (mais frequente), causada pela insuficiência dos mecanismos protetores da mucosa contra a acidez gastrica, muitas vezes devido a uma bacteria chamada Helicobacter pylori, é caracterizada pelas hemorragias e dor no tracto gastrointestinal, a ruptura dessa úlcera pode ter consequencias mortais. A gastrite se não cuidada rapidamente pode evoluir e se tornar uma úlcera são inflamoções consequentes uma da outra. A seguir foto de um caso de gastrite e outra de um caso de úlcera respectivamente:

        
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